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23.9.09

Faz favor de se assentar... se conseguir!!!

Objeto em estudo
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2.9.09

Nota de 23/08/2009

“Dessa vez, eu exagerei! Isso durante a acolhida de minha turma com uma excelente calourada. Ela ocorreu em um clube da região metropolitana e várias pessoas estavam presentes, inclusive todos nós, calouros, o que não é do feitio desse tipo de evento considerando que muitos temem represarias e trotes de mau gosto por parte dos veteranos. Como tal fato não ocorreu, a noite foi formidável, porém não pretendo estender-me em detalhes. Apenas faço questão de considerar seu desfecho em que fui levado bêbado até em casa por outra vítima do álcool. Simone me deu carona em seu Fiat Uno aos trancos e barrancos enquanto zigue-zagueava pelas ruas da cidade. Por sorte, nada de mau nos aconteceu e chegamos ao prédio em segurança. Já eram seis e meia do dia seguinte e ela pôde estacionar seu carro no estacionamento ao lado. Geraldo, o cara com quem eu divido o quarto já havia saído pra trabalhar, por isso fomos premiados com uma divina tranqüilidade para podermos dormir. Cada um em uma cama, infelizmente...”.

Nota de 08/08/2009

“Huaaaaaaaaa... Desculpe, é que eu acordei a pouco (talvez não faça muito sentido em se bocejar em um diário e talvez nem seja lisonjeiro de minha parte, mas é sempre bom deixar tudo registrado não é mesmo?). Hoje foi um dos raros e soberbos dias em que eu acompanhei o sol em seu despertar, muito provavelmente devido ao fato dessa noite ter passado em branco (ou seria preto???), ou seja: dessa vez eu não fiquei até tarde no bar dialogando com meus companheiros ou no cinema, apreciando a sétima arte. Acabei de ingerir meu café da manhã na cozinha do prédio. É! Seus olhos não te enganam caro leitor, o correto é de fato no singular, o prédio tem uns nove andares e uma única cozinha que ocupa um andar inteiro! O dono a chama de cozinha coletiva, não sei se a idéia partiu exatamente dele, de qualquer forma foi uma ótima jogada para a confraternização dos inquilinos. Como há repúblicas de homens e mulheres no prédio, a cozinha sai pouco prejudicada da desordem implacável oferecida pela casta masculina, somado ao fato de ter uma empregada para 'manter a paz' no local. Fora isso, o ambiente por si só já é bastante agradável apesar de não ter uma das melhores vistas da praça. Para conseguir uma boa relação com todos, eu sempre me preocupo em sentar com uma pessoa diferente para tomar café, poder conversar e compartilhar informações (não que eu seja rico em tais ofertas)...”

Nota de 07/08/2009

“Citarei agora uma descrição particular de minha morada. O prédio onde reside minha república é um prédio exclusivamente de repúblicas. Vários estudantes de faculdades diversas moram aqui. Graças a uma sala situada, digamos, no centro do prédio (sexto andar) constantemente colidimos uns com os outros, dando brechas ao diálogo. Fora isso tem se uma cozinha no andar acima para aqueles que quiserem desfrutar de companhia na hora do almoço e durante lanches. Mas é de reluzente clareza que nem todos aprovam esse espaço de convivência, preferindo o recanto privado de seus cômodos. O que não é problema algum, já que cada quarto tem uma pequena área mesclada à área de serviço destinada às práticas culinárias. Uma falha do prédio talvez seja o fato de não se ter um estacionamento, o que para os inquilinos não é um obstáculo, tendo em vista que nenhum de nós tem carro. Outro detalhe peculiar além da sala-jardim e cozinha é que o edifico abriga, além de estudantes, uma rádio situada no topo. Daniel, estudante de jornalismo (curso futuramente extinto?) e filho do dono, é quem gerencia a rádio. A idéia inicial é que fosse instalada uma espécie de redação, um jornal estudantil. Mas a proposta logo foi descartada devido à mão de obra necessária não estar constantemente disponível. O plano B se revelou mais viável nesse critério, além da possibilidade de se divulgar informações conforme proposta original. São os próprios habitantes do prédio que lidam com a rádio, cada no seu período de disponibilidade. Escolhemos as músicas a serem transmitidas, contribuímos com informações do nosso meio acadêmico e cultural, damos entrevistas, alguns de nós apresentam programas humorísticos e outros usufruem do estúdio localizado nos fundos da rádio para trazerem sua banda e tocaram ao vivo. Isso com certeza aumenta a popularidade do ‘edifício-república’. Fora tais componentes, o prédio também conta com um posicionamento privilegiado para aqueles de nós que moram em cidades distantes ou mesmo interioranas (ou seja, a maioria) e que necessitam de ônibus para viajarem. Ele está situado diante da Praça Rui Barbosa, próximo à Rodoviária. Sem esquecer de que, esta possui um metrô em anexo e ainda que a circulação de ônibus por parte da BH Trans é constante e diversificada. Não me esquecendo de mencionar que isto aqui é o centro da capital, por tanto fica subentendido a gama de diversidades construtivas, socioculturais e comerciais que este entorno abrange.”

Notas do Diário de Walmir Leornad (Extraídas com permissão do autor)

Nota de 05/08/2009

“Hoje eu finalmente terminei de me instalar em meu novo quarto (que de novo não tem nada, apesar da reforma recente). De fato foi muita sorte de minha parte ter conseguido entrar em uma república tão perto da rodoviária e do metrô. Ouvi rumores de que a rodoviária seria transferida para um bairro mais distante. Verdade ou não, eu desejo profundamente que isso não ocorra até que eu me forme, pois seria no mínimo trágico ter que carregar trinta quilos de bagagem até o outro lado da cidade toda vez que eu quiser viajar até a casa de meus pais... E o metrô, é de fato abençoado! Tem um sujeito na sala, o Ivan, que mora na região metropolitana, uma cidade cujo nome eu não me lembro ao certo... Algo que começava com 'I' ou 'E', sei lá! O fato é que: O cara tem que andar um tanto até a avenida e daí pegar um ônibus que, de acordo com ele, caí no 'bendito engarrafamento' pelo menos uma vez por semana! O pessoal lá da minha cidade nem sabe o que é o metrô, mas também eles não tiveram o imenso prazer de conhecerem um engarrafamento.”

Moradores da "República Vertical"
















Nota Final

Apenas olhar não foi o bastante para chegar a um ponto de partida desta intervenção. Para propor algo para esse objeto invisível que escolhemos como símbolo da região estudada, foi necessário fazer o exercício do VER. A principio olhamos para a região de maneira generalizada, mas com o objeto nas mãos a proposta agora é vê-lo, e descobrir sua singularidade. Ao partir para esta complexa atividade, logo percebemos que para equilibrar a imagem distorcida desta região é necessário adotar aquele que é seu simbolo maior, a Praça Rio Branco ou melhor a Praça da Rodoviária, propondo um novo aspecto visual e ideológico para a mesma. Mas como trazer vitalidade, talvez esta seja a nossa palavra chave para o projeto nesta área, uma vez que nossa intervenção não se aplica diretamente a ela? Uma vez levantada, esta questão finda-se assim que ligarmos as palavras VIDA e NOVO, ora, isso porque vitalidade nada mais é que a possibilidade da renovação cotidianamente. A soma destas ideias, culminaram na proposta inserir na vista da praça algo excepcionalmente novo, não só ao olhar, mas também ao ideário urbano. Para atingir este fim instalamos no edifício, objeto da nossa intervenção, um anexo que funcionará como um ambiente inovador que reunirá, com o intuito de usufruir da capacidade de criação do seu público, formado por estudantes de áreas diversas. Este anexo irá reunir em um mesmo ambiente uma rádio, um ateliê e um espaço interativo. A inovação na paisagem ficará por conta da estrutura concebida para envolver este espaço, estrutura esta formada por emaranhado de barras metálicas, que cobrem todo o espaço do terraço do edifício e proporciona a instalação de placas móveis em seu interior, que podem ser movidas ou alteradas conforme a necessidade de cada usuário. Para dialogar com seu mais nobre vizinho, a praça da Rodoviária, o anexo contará com uma fonte de luzes que irão variar de cor de acordo com a movimentação da placas, trazendo assim movimentação e vida ao que antes não passava de uma caixa de concreto.

Sala Jardim

7º Pavimento - Sala Jardim

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Sala Jardim - Fundos
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Sala Jardim - Frente
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Sala Jardim - Vista Externa
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Apartamentos; Cozinha

Apartamentos - Vista Superior
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Janela do 8º Pavimento - Cozinha
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Cozinha

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Terraço: Rádio Terraço, ateliê e biblioteca

Espaço da Biblioteca
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Biblioteca sob Rádio Terraço
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Biblioteca sob Rádio Terraço - Vista por entre as estruturas metálicas
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Ateliê e Rádio
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Espaço Interno do Terraço - Ateliê, Biblioteca e Rádio
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Espaço Interno do Terraço

1.9.09

O Edifícil

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Detalhe da estrutura do terraço.
Composição interna com placas coloridas móveis.
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Adicionar vídeo

31.8.09

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Esboço de Registro

Nesta investigação, à procura da identidade deste personagem, ainda misterioso mesmo para nós que o criamos, entramos no exercício de mergulhar a partir de nossa sensibilidade, nas memórias e possíveis acontecimentos do cotidiano deste estudante, habitante do centro da capital. Quem é este rapaz? O que acontece em seu dia-a-dia? Para responder a estas questões, alem de croquis e imagens, lançaremos mão da subjetividade e imaginação de todos os integrantes do grupo. Por tanto, não estranhem, caso encontrem aqui, frases que nos remetam a recortes de um cotidiano estranho, que pertencem a um personagem imaginário, mas que inegavelmente existe.


"Não tenha medo, nem tudo tem explicação
Há mistério em quase tudo, nem todo veludo é azul
O coração sempre arrasa a razão,
O que é preciso, ninguém precisa explicar"
Humberto Gessinger (fragmento de Variações Sobre o Mesmo Tema)

26.8.09

Esboço de Registro

Nota de XX/XX/XXXX
...A vista adiante da calçada do prédio é bastante agradável. Assim que eu saio do edifício consigo ver um trânsito constante de veículos diversos, inclusive caminhões de carga que, às vezes, se encontram travados em fileiras intermináveis; pedestres dotados das mais diversas características cortam os caminhos uns dos outros sem hesitar; trabalhadores aclamados pela nossa indiferença proclamam seus produtos com empolgação semelhante ao sono profundo de uma preguiça; prédios luxuosos que dividem a atenção dos espectadores com aqueles que se encontram caindo em ruínas, comércios diversificados, estacionamentos lotados e ao centro, o personagem principal: a praça. Esta faz todo esse emaranhado de objetos e acontecimentos girar ao seu redor, pelo menos naquele instante, diante de mim, ela é o centro do caos urbano. Pode parecer angustiante para muitos de meus parentes do interior, mas eu me sinto em casa perante tal grandioso cenário. (...)


Croqui by Bidú - arte final Tuca

23.8.09

20 de agosto de 2009

Seguindo os critérios apontados pelo professor de prática projetual, Maurício Leonard, fizemos uma nova visita ao local que escolhemos para estudo. Com o intuito de encontrar, no contexto daquela região, localizada ao fim da Av. Santos Dumont, na altura da Praça Rio Branco, indícios que nos possibilitassem a caracterização de um personagem abstrato, que emerge de situações ou objetos reais, comuns naquele ambiente. O edifício escolhido para ser o ponto central da nossa intervenção possui características como: Boa infra estrutura (esgoto, água, luz, telefone, internet...), proximidade da rodoviária municipal de Belo Horizonte e da estação de metrô, acesso fácil a pontos de interesse sociais e locais de concentração cultural. Todas estas características citadas à cima, naturalmente, nos levou ao encontro do personagem que estávamos à procura, o estudante universitário vindo de cidades do interior. O difícil acesso a educação em cidades afastadas dos grandes centros urbanos, levam milhares de pessoas interessadas em concluir seus estudos a deixarem suas casas e partirem para cidades de que possuem uma estrutura educacional melhor estruturada. Belo Horizonte, apesar de não ter como principal característica ser um centro universitário acolhe estudantes vindos das mais distintas regiões de Minas Gerais. Ao chegar a Capital, o estudante traz consigo necessidades de primeira ordem como: Lugar para dormir, morar, comer, estudar e se descontrair. E é com a atenção voltada para este tão fragilizado individuo que surge as nossas propostas de intervenção arquitetônicas que pretendem, de maneira utópica, preencher este vazio no espaço urbano da cidade, causado pela falta de um abrigo acolhedor para este personagem tão presente nos centros urbanos.


Foto by Junio - Arte final Tuca

Edifício da Praça Rio Branco


Croqui by Bidú - Arte final Tuca
Em fim iniciamos o trabalho integrado!

Nesta sexta-feira demos inicio aquela que seria a primeira fase do trabalho integrado do 3° período da escola de Arquitetura e Urbanismo da PUC Minas. Consiste em localizar dentro de um perímetro estabelecido no centro de Belo Horizonte, lugares vazios, passíveis de serem habitados. Eis que surge a pergunta que é responsável pela “essência” deste trabalho, afinal o que são vazios urbanos? E como definir o, misterioso, verbo habitar?
Habitar e espaço, personagem e intervenção. Estas são as palavras chaves que levamos em conta na visita que fizemos à área em questão. Caminhamos pelas ruas da capital mineira, e sem grandes dificuldades percebemos a delicadeza da região colocada em xeque. Entre uma variedade infinita de tipologias humanas, as figuras marginais surgem em sua mais intensa manifestação, fortalecidas pelo ambiente que lhes acolhe de tal forma que poderíamos classifica-lo como habitat natural.
Percorremos algumas ruas e passarelas, registramos aquelas áreas ou edificações que julgamos interessantes, o que fez com que encontrássemos uma nova questão a ser definida e trabalhada, que diz respeito a que escala usar, uma vez que temos nas mãos a liberdade de transitar entre as intervenções em escala mínima, a calçada, e macro, o meio urbano, como um todo.
Dúvidas á parte, optamos por trabalhar com um edifico situado ao lado da praça Rio Branco, ou praça da rodoviário, como é popularmente conhecida. Escolha esta que, nos conduz a uma nova etapa deste tão complexo emaranhado de informações a serem absorvidas, denominado Trabalho Integrado.